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domingo, 11 de agosto de 2013

Garota Exemplar (Gillyan Flynn)



Valéria Dell'Isola

"O casamento mata." - Este é o assustador subtítulo contido na contracapa, demonstrando que a história é sobre a vida de um casal, revelando os acontecimentos cruéis e as mentiras que podem destruir uma relação.
Este excelente livro, escrito pela jornalista Gillian Flynn, nos apresenta dois personagens: Amy e Nick. No dia do seu quinto aniversário de casamento, Nick encontra a casa arrombada e totalmente revirada, e nem sinal de sua esposa Amy.
Logo se inicia uma investigação e, todas as provas indicam que Nick é o culpado pelo sumiço de Amy.
A estrutura do livro se alterna entre capítulos narrados por Nick (a começar pelo dia do desaparecimento de sua esposa) e capítulos narrados por Amy (através de um diário deixado por ela).
O livro é absolutamente intrigante, pois, a cada capítulo, ora nos faz gostar de Amy, acreditando que ela é uma esposa sofredora, vítima das mentiras do marido, e ora gostamos de Nick e acreditamos em sua inocência.
A autora construiu os personagens de forma brilhante, ao ponto de você sentir na pele toda a trama.
"Um suspense psicológico intrincadamente construído, Garota Exemplar envolve o leitor no claustrofóbico mundo de um casamento arruinado." (orelha do livro)
Não é à toa que o livro se tornou um best-seller, tendo sido o segundo mais vendido em 2012 pela Amazon.
Isto porque, trata-se de um livro muito inteligente, engenhosamente construído.
Alguns leitores não gostaram do final, considerando-o injusto, mas, eu, particularmente, gostei! Penso que a autora foi muito sagaz em construir um desfecho que fosse absolutamente condizente com a temática, e ainda, abandonando o clichê.
Recomendo a todos que gostam de um bom thriller psicológico!

domingo, 14 de julho de 2013

Identidade Roubada (Chevy Stevens)

Valéria Dell'Isola


Quem gosta de thirllers psicológicos irá gostar bastante deste livro!
Trata-se da história de Annie, uma corretora de imóveis de 32 anos, que levava uma vida normal no Canadá, até o infeliz dia em que caiu nas mãos de um sequestrador psicopata.
Inicialmente, Annie pensa que será resgatada após os contatos e as negociações com sua família e com a polícia.
Porém, os planos do maníaco (tal como Annie se refere a ele) são diferentes: ele a leva para um chalé nas montanhas, totalmente isolado da civilização, e a mantém prisioneira.
O pesadelo vivido por ela no cativeiro é digno de filmes de David Fincher! Enquanto prisioneira, ela é obrigada a seguir uma rotina doentia de horários, privações, comportamentos, degradações, bem como é subjugada a todo tipo de violência física e psicológica.
A estruturação dos capítulo é feita de forma bastante envolvente, pois, o relato do acontecido se dá através de sessões de terapia que a personagem principal se submete após o acontecido. Isso é muito interessante, pois, a personagem se desnuda a cada sessão, e, o leitor vai acompanhando o progresso do seu tratamento, ao mesmo tempo em que fica por dentro da eletrizante história.
Logo na primeira sessão, Annie diz para sua terapeuta: "Ah! E, caso queira saber, não, nem sempre fui uma pessoa amarga." E assim, ao longo das vinte e seis sessões, colocamo-nos na pele da personagem, sentindo toda a sua dor, e compreendendo o motivo de ela ter se fechado para o mundo.
Identificamo-nos, não somente por vivermos em uma sociedade em que, tal ato desse nível de violência poderia ter acontecido com qualquer um, mas sobretudo pela solidão e amargura que Annie sente. Ela se depara com a dor de ter que superar aquilo sozinha, ou seja, por mais que tenha o apoio das pessoas que estão à sua volta, cabe apenas a ela readaptar-se, sacodir a poeira e dar a volta por cima.

Mas será que ela está preparada?
Relações familiares são exploradas de forma cortante e assustadora.
Sem sombra de dúvidas, é uma história pesada, pois, tem como pano de fundo, o "mal" em várias acepções! Nos faz refletir sobre a máxima de Einstein, qual seja, "só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas não estou seguro sobre o primeiro".
A autora escreve bem, os personagens são envolventes e a linguagem é fácil -> o que faz com que a leitura flua rapidamente.